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© 2018 Dimas Barbosa Araujo

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  • DIMAS BARBOSA ARAUJO

Fui sim, e daí?

Updated: Mar 7

No último domingo. 30 de junho. pessoas do Brasil inteiro reuniram-se em avenidas, praças, praias, enfim, em todos os tipos de lugar público. Não se consegue contar, mas com absoluta certeza passou da casa do milhão. Não sei se seria exagero dizer dos milhões, talvez seja,

A grande maioria, já descontados os radicais e oportunistas de plantão, com suas ideias estapafúrdias de fechamento de Congresso, do STF e defesa de uma nova ditadura, sobre o que falaremos em breve, tinha como objetivo comum demonstrar apoio ao Ministro da Justiça Sérgio Moro em relação à campanha de derretimento de sua idoneidade e independência, em razão das publicações do tal Intercept Brasil.

Quero dizer logo de cara : eu também estava lá! Estive na Paulista juntando-me a um verdadeiro mar de gente. E por que não iria?

Como agora sabemos que a maioria outrora silenciosa acordou – disso falaremos em breve – podemos ir sem susto a manifestações que antes se julgava privilégio de uma minoria barulhenta autodenominada de “nós”, fomos às ruas para manifestar aquilo em que acreditamos. Mas esse post não é para tratar do flaflu que se estabeleceu sob a inspiração nada divina de Luís Inácio.

Desta vez, a briga é para desmontar um esquema ardiloso que ao usar técnicas de propaganda tão nazistas quanto estalinistas, as quais, em essência, não carregam ideologias diferentes, mas o gene comum do totalitarismo – para derrubar não apenas o Sr. Moro, mas para reverter a maré de todo esse o oceano fétido de maracutaias de toda raça e sacanagem de toda cor que ,qual um tsunami, devastou o nosso país.

E quem pensa que as “revelações” de Mr. Glenn Edward Greenwald e seus comparsas têm a ver com Lula, está bastante enganado. Talvez uma minoria, formada por pessoas como a Deputada Hoffman, acredite mesmo nisso ou tentem, todos eles, apenas surfar nessa onda; cairão da prancha.

Ao tentar pulverizar a reputação de Moro e Dallagnol, usando as falácias da parcialidade e da ilegalidade, atingem muito mais que a Lava Jato, procuram na verdade reestabelecer privilégios de rentabilidade estratosférica, sem que seja preciso correr com dólares escondidos em cuecas, malas ou em forma de apartamentos e sítios; voltaria como dantes e o povo voltaria a acreditar que somente negros, pobres e pés de chinelo vão para a cadeia; seus colarinhos voltariam a ficar lindamente alvejados, assim como seus guardanapos que tal coroas, voltariam a ornar privilegiadas cabeças poderosas.

Puro delírio, mas é preciso estar atento e forte, porque qualquer bobeada...já era.

Quando ao advogado novaiorquino radicado no Rio, pobre Rio, Mr. Greenwald, suas ações neste caso não passam de picaretagem pura.

Para quem não o conhece, ele ainda hoje se vale de um Prêmio Pulitzer, como se isso, por se só, bastasse para transformá-lo em jornalista sério. É marido do Deputado Federal David Miranda que só assumiu sua cadeira na Câmara porque era suplente do ex-BBB e ex-deputado pelo PSOL Jean Wyllys de Matos Santos (aquele que indecorosamente cuspiu na cara do então Deputado Jair), inesperadamente, desistiu de assumir seu mandato na atual legislatura, alegando medo de ameaças. Pena que estas e seus autores jamais tenham sido identificados por ele. Muita coincidência, não conveniência, penso eu, crédulo que sou.

Todo mundo sabe que provas conseguidas de maneira ilegal têm vício de origem, como lembrou recentemente, dentro de um outro contexto a jornalista Vera Magalhães (@veramagalhães) em comentário na Jovem Pan. Portanto, nada que está ali, segundo me parece pode ser usado como prova judicial; não fosse assim, por que a Justiça tem que autorizar grampos telefônicos. O material colhido por um hacker foi criminoso. A se levar em consideração esse material que, embora não precisasse, jamais foi periciado, todos os cidadãos com eu, você, o presidente da Câmara, o presidente do Senado, o Ministro Celso de Melo, o Presidente da República, o Ministro Gilmar Mendes ou o padeiro da esquina podem ter transformadas em esqueletos no armário de quem nem armário tem.

Então, desconsiderando esse material apócrifo, totalmente fraudulento, o que sobra é o dinheiro surrupiado da sua saúde, da educação do seu filho, da limpeza da sua rua, da segurança da casa da sua família, das estradas onde você e os produtos de que você precisa passam, da irrigação da caatinga, do seu trabalho, enfim de tudo que todos, “eles” e “nós, precisamos e merecemos.

Porque tem ex-governador, ex-presidente, ex-deputado, ex-empresário de grosso calibre e um sem número de bandidos dessa espécie atrás das grades; porque voltou ou para o Brasil, parte do dinheiro que por mínimo que seja pode ajudar na para saúde, na educação do seu filho, na limpeza da sua rua, na segurança da sua família, na construção e reparação das estradas por onde você e os produtos de que você precisa passam, na irrigação da caatinga, no seu trabalho, enfim de tudo que todos, “eles” e “nós” precisamos e merecemos, fui para a Avenida Paulista enrolado na Bandeira Brasileira.

E, pelo sim, pelo não, deletei o Telegram do meu celular.

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